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Alexandre participa da Festa Junina no 'Mais Você'

Teve arraiá no Mais Você na manhã desta terça-feira (23/06)! Os convidados Alexandre Borges, Tatá Werneck, Maria Eduarda de Carvalho, Tiago Abravanel e Suzana Pires também vestiram a roupa xadrez, o chapéu de palha, e foram prontos para participar das brincadeiras e experimentar as comidas típicas servidas nas barraquinhas da Festa Junina. Todos eles se lambuzaram e comemoraram o sucesso do evento de forma inusitada: pulando de roupa e tudo na piscina da casa do Big Brother Brasil!

A matéria completa e os vídeos estão no site do GShow



Coletiva de Imprensa 'Além do Tempo'

Nesta quinta-feira dia 18/06/2015 aconteceu a coletiva de imprensa da novela "Além do Tempo".

Confira abaixo o vídeo da reunião do elenco para assistir as primeiras cenas da novela:

Vídeo Coletiva de Imprensa Além do Tempo

Para saber mais sobre os personagens clique aqui

Algumas fotos da coletiva de imprensa:




                                                             -------------------------------------------- Fonte: GShow

Entrevista: Julia Lemmertz descobrirá segredo de Irene Ravache na novela 'Além do Tempo'

Longe da TV desde julho de 2014, quando viveu Helena na novela Em Família, a atriz Julia Lemmertz terá uma personagem completamente diferente em seu próximo trabalho, Além do Tempo, nova produção das 18h da Rede Globo, que substituirá Sete Vidas a partir do dia 13 de julho, com autoria de Elizabeth Jhin, direção geral de Pedro Vasconcellos e direção de núcleo de Rogério Gomes.
Em entrevista exclusiva ao site Notíciasdetv.com, Julia revelou detalhes sobre a sua personagem, chamada Dorotéia, na história. Confira:
“Ela é viúva de um nobre, mas ela mesma é uma plebéia, professora de piano na juventude. Teve uma vida de luxo com o marido que acabou quando ele morreu e a deixou sem nada. O que restou foi a pose, as roupas bonitas e a promessa de casamento de sua filha Melissa (Paolla Oliveira) com o Conde Felipe (Rafael Cardoso), o que salvaria a família da pindaíba, formada, no caso, por ela, Melissa e Roberto (Rômulo Estrela), que é um bon vivant de primeira e que também viveu às custas do pai, mas que, agora que a fonte secou, tem que se virar. Por conta do futuro casamento de Melissa com o Conde, as duas se mudam para a casa da Condessa Vitória (Irene Ravache), que é madrinha de Melissa e foi muito amiga do marido de Dorotéia. Ela aguenta estoicamente o desprezo da Condessa, por não ter sangue azul. Na verdade, Dorotéia está perdida, o casamento da filha é a única saída, só que nessa espera ela vai descobrindo coisas sobre a Condessa que podem mudar o jogo”.

Notíciasdetv.com: Ela se apaixonará ou terá alguém em seu alvo?
Julia: “Tentando descobrir o mistério da morte de Bernardo (Felipe Camargo), filho da Condessa, ela acaba se envolvendo com o capataz da Condessa, Bento (Luiz Carlos Vasconcelos), um vira lata, como ela. Dorotéia com certeza ajudou a delapidar o patrimônio do marido, mas acaba descobrindo um segredo da Condessa, então imagino que a relação delas vai mudar”.

Notíciasdetv.com: Como é a relação dela com os filhos, Melissa e Roberto?
Julia: “Do jeito dela, mesmo com essas armações pra sobreviver, ela é uma mãe amorosa. Ela cuida, do jeito dela, dos filhos, tem orgulho deles serem lindos e poderem conquistar uma vida boa. Os valores são tortos, mas o amor é certo”.

Notíciasdetv.com: Como esse núcleo vive na atualidade, após 150 anos? Continuam com o mesmo caráter ruim?
Julia: “O que vai acontecer no futuro ninguém sabe. As famílias se misturam, ninguém volta no mesmo núcleo. Vai depender do que acontecer nessa encarnação”.

O elenco completo da novela Além do Tempo é formado por Alinne Moraes, Ana Beatriz Nogueira, Ana Flávia Cavalcanti, Caio Paduan, Carlos Vereza, Carolina Kasting, Cassiano Carneiro, Daniela Fontan, Felipe Camargo, Dani Barros, Emílio Dantas, Flora Diegues, Inês Peixoto, Irene Ravache, Jandira Martini, Júlia Lemmertz, Kadu Schons, Letícia Persiles, Louise Cardoso, Luís Melo, Luiz Carlos Vasconcelos, Mel Maia, Michel Melamed, Nica Bomfim, Nívea Maria, Norma Blum, Othon Bastos, Paolla Oliveira, Rafael Cardoso, Roberto Pirillo, Rômulo Estrela e Val Perré.


 ----------------------------------------------------------------------- Notíciasdetv.com

Julia vai fazer a peça 'Primeiro Amor' com Fernando Eiras!

Julia Lemmertz vai se dividir entre as gravações da novela "Além do Tempo" na Globo e as apresentações do espetáculo "Primeiro Amor", de Samuel Beckett...

No palco, Julia e Fernando Eiras serão dirigidos por Celso Frateschi...

A peça estreia no Sesc Pompeia, em São Paulo, no segundo semestre.
-----------------------------------------------Flávio Ricco

'Poema Bar' fará duas apresentações no Rio!

PORTUGAL NO RIO - Uma homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.
Artes Visuais - Gastronomia - Música - Teatro

A cultura portuguesa está ligada à localização geográfica e percurso histórico do país. Portugal nasceu no norte. Foi na região Porto e Norte que os portugueses começaram enquanto povo e nação. Portugal é a mais antiga nação da Europa e a sua abertura ao mar lançou-a nos Descobrimentos. O seu património cultural foi marcado por influências de África, América, Ásia e dos povos que aqui viveram antes da fundação, assim como o caráter afável e acolhedor dos portugueses.

Patrimônio Mundial
Portugal tem 17 núcleos classificados como Patrimônio Mundial, que abrangem monumentos, centros históricos de cidades, paisagens e patrimônio imaterial. Azulejo, Estilo Manuelino, Barroco, Aldeia e Cidades, Espaços Sagrados, O fado, a Literatura, as festas e festivais e a gastronomia são alguns deles.

Neste evento, a Cidade das Artes e a Fundação Luso-Brasileira apresentam as riquezas e as singularidades da cultura deste país.

Poema Bar

Sob a égide de dois dos maiores poetas da Língua Portuguesa, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, “Poema Bar” celebra a poesia e a música de Portugal e Brasil. Ao som de canções e harmonias brasileiras e portuguesas, algumas das mais belas palavras destes poetas serão ditas pela voz do ator Alexandre Borges e acompanhadas pelo piano de João Vasco. Ao lado dos dois estão as cantoras Mariana de Moraes - neta de Vinicius, e a portuguesa Sofia Vitória. O espetáculo já foi visto e ouvido por mais de dezesseis mil pessoas, chegando a diferentes tipos de públicos, desde a Comunidade do Vidigal, Rio de Janeiro, à Fundação José Saramago - em Lisboa, ou o Teatro Bühne der Kulturen, em Colónia.

Foi apresentado em Lisboa, Coimbra, Colónia, Berlim, Rio de Janeiro, Natal, Araçariguama e Estado de São Paulo, tendo o sucesso destas apresentações já garantido o regresso do espetáculo a outras cidades destes países. No horizonte estão também novas atuações junto de outras comunidades lusófonas. “Poema Bar” abraça a cultura, vivências e afetos destes povos irmãos, provando que, afinal, o mar nos une muito mais do que nos separa.

Serviço:
Datas: 06/06 a 07/06
Horários:
Sábado - 21:00
Domingo - 20:00
Local: Cidade das Artes
Sala: Teatro de Câmara
Ingressos: http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=40863

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Alexandre Borges no 'Marília Gabriela entrevista' amanhã!

Alexandre Borges vai contar detalhes sobre a trajetória profissional, televisão, o casamento com a atriz Julia Lemmertz, o projeto 'Poema Bar', a peça 'Muro de arrimo' e novos projetos.

O convidado do 'Marilia Gabriela Entrevista" que vai ao ar neste domingo (24), às 22h, é Alexandre Borges. O ator e diretor, que estreou nos palcos há 30 anos, está no ar com o personagem Jurandir, na novela “I love Paraisópolis”.

No papo com Gabi ele conta detalhes sobre sua trajetória profissional, televisão, cinema, seu casamento com Julia Lemmertz, o projeto “Poema bar”, a peça “Muro de arrimo” que tem sua direção e os novos projetos em andamento.
-----------------------------------GNT
É neste domingo (24) às 22h no canal GNT.  Confira um trecho da entrevista clicando na foto abaixo:

Julia será Dorotéia em 'Além do Tempo'

Hoje saíram algumas informações sobre a personagem da Julia na novela 'Além do Tempo'!  Será que vem uma vilã por aí?


Viúva Dorotéia na nova trama das 18h

Julia Lemmertz será Dorotéia em ‘Além do Tempo’, novela das 18h, de Elizabeth Jhin, que estreia em julho na Globo. Na trama, Dorotéia é mãe de Melissa (Paolla Oliveira) e Roberto (Rômulo Estrela). Viúva, nunca foi aceita pela família do marido, de antiga linhagem. Rumores dão conta de que a morte dele foi providencial para fugir das dívidas acumuladas pelo consumo desenfreado da filha e da mulher.
------------------------------------O Dia

Julia Lemmertz será mãe de Paola Oliveira em Além do Tempo

Depois de viver a última Helena de Manoel Carlos, Julia Lemmertz está de volta as novelas. Ela viverá Doroteia, mãe da personagem de Paolla Oliveira e de Rômulo Estrela, em Além do Tempo. Doroteia que foi casada com um nobre terá grandes problemas com a personagem de Irene Ravache, que será a Condessa Vitória.

A Condessa Vitória é tia do personagem de Rafael Cardoso, e depois de muito tempo resolve voltar para a cidade de Campobello, aonde vai se passar a primeira fase da novela de Elizabeth Jhin. Vitória selecionará pessoas para um emprego no casarão dela, entre tantas pessoas que desejam trabalhar, Emília, vivida por Ana Beatriz Nogueira não deseja o emprego.

No passado o filho de Vitória, Bernardo, personagem de Felipe Camargo, se envolveu com Emília. Devido isso, a nobre arma uma emboscada para matar a mulher. Esse embate vai refletir diretamente na vida do personagem de Rafael Cardoso, que se apaixona pela filha de Emília, a personagem de Alinne Moraes. Mas ele é noivo de Melissa, papel de Paolla Oliveira. A mãe dela sofrerá nas mãos de Vitória por que se casou com um nobre mesmo não sendo, algo que a aristocrata nunca perdoou e sempre vai alfinetar quando tiver oportunidade. Outra personagem que terá um conflito com Vitória, é Hilda, vivida por Nívea Maria.

Além do Tempo é dirigido por Rogério Gomes, e conta ainda no elenco com Jandira Martini, André Gonçalves, Carlos Vereza e Nica Bomfim. As gravações já começaram no Rio Grande do Sul e tem estreia prevista para julho.
------------------------------------Midiae3

As gravações de Além do Tempo, a próxima novela das 6, já começaram e, entre os destaques do elenco, está a atriz Julia Lemmertz, que irá interpretar Dorotéia. Na trama, a personagem é mãe de Melissa, personagem de Paolla Oliveira, e sofrerá muito preconceito da toda poderosa Condessa Vitória, vivida por Irene Ravache.

O motivo desse preconceito? Dorotéia foi casada com um nobre, mas ela nunca pertenceu a esta classe social. Por isso, a Condessa não gosta dela, mas a aceita por causa da amizade que mantinha com o falecido marido da mãe de Melissa, nunca perdendo a oportunidade de alfinetá-la.

O desenrolar dessa história você confere a partir de julho.
-----------------------------------------------Gshow

Entrevista: Ele ama Paraisópolis

Típico malandro… paulistano. O “Jurandir” de Alexandre Borges em I Love Paraisópolis, se vira como pode – muitas vezes de maneira duvidosa -, mas é figura adorada na comunidade onde vive. Aos 30 anos de carreira e 49 de idade, o ator conjuga bem os tipos galã e cômico. Simpático, articulado e sem fugir a qualquer pergunta, ele fala sobre sua vida, carreira e o casamento de 22 anos com a atriz Júlia Lemmertz. Enquanto na trama das 19h é pai de Danda (Tatá Werneck) e cria Marizete (Bruna Marquezine) desde pequena, na vida real ele é pai de Miguel, de 15 anos, que, por enquanto, pretende ser jornalista esportivo, e da atriz Luiza Lemmertz, de 27, filha do primeiro casamento de Júlia. Romântico inveterado, Alexandre deixa bilhetes, dá presentinhos, flores, e o melhor: é ele quem compra a lingerie – geralmente preta ou branca – para a amada. “Escolho o que sei que ela vai se sentir bem, mas também o que vou gostar de admirar”.

fotos: Fco. Patrício


Jurandir ganhou seu próprio tema musical na novela (Bon Vivant Maneiro, de Pretinho da Serrinha)…
Tá vendo que coisa chique? (risos)

Diz que “o Juju é 171, mas todo mundo gosta dele”. Um pagode muito animado.
Também achei, e é a cara do personagem.

Por falar nisso, a inspiração do Jurandir veio do jardineiro Estevão Conceição, de Paraisópolis?
Ele é um exemplo do morador típico da comunidade. Como o Gaudí (apelido de Estevão), que nunca tinha ouvido falar em Antoni Gaudí (arquiteto catalão, falecido em 1926). A história é muito interessante. Tinha roseira ao lado da casa dele, e ela começou a despencar. O Gaudí passou a construir um suporte, com coisas que encontrava no lixo, em torno da roseira. A construção foi aumentando, e tornou-se uma casa meio obra de arte – com pedaços de azulejos, pedras, sucatas. E ela foi crescendo, virando um labirinto, pra ele poder subir até o topo da roseira.

E como ele ganhou o apelido?
Anos atrás, por causa de uma homenagem ao Gaudí, em Barcelona, abriram um concurso mundial para pessoas que foram influenciadas pelos trabalhos dele. Um repórter havia feito uma matéria sobre esse jardineiro, em Paraisópolis, e mandou a foto da casa para o Instituto Gaudí. Eles amaram e convidaram o Estevão para ir a Barcelona.

Imagina a surpresa! Ele nem sabia onde era Barcelona?
Não sabia! E foi conhecer as obras de Gaudí. Quando voltou a Paraisópolis ganhou o apelido, e ficou muito famoso lá.

Essa casa foi a que apareceu nos primeiros capítulos, com milhares de pedaços de azulejos, placas de carros, e uma rampa enorme?
Exatamente!

E seu personagem é famoso como o Gaudí na comunidade?
É um cara que sente orgulho de Paraisópolis, como o Gaudí e a Isolda, interpretada pela Françoise Forton, que faz um trabalho voluntário dando aulas de balé para as crianças. O Jurandir é uma espécie de homenagem a essas pessoas. Ele é uma cria dali.


Mas com tantos exemplos de empreendedores, por que seu personagem não é chegado ao batente?
(risos) Bom… Tem a falta de mercado de trabalho, de uma formação mais específica… Aí, ele faz “bicos”. Transita bem na comunidade, e aposta em brigas de galo, dominó, faz ligação clandestina de TV a cabo, um carretinho aqui, outra coisa ali.

Mas o dinheiro das apostas ele pega da ex-mulher, a Eva (Soraya Ravenle), não é?
Tem todo um passado entre eles. É aquele cara que fica encostado e, por exemplo, se vê aquela peça ali (aponta para um vaso), vende e consegue algum dinheiro. Tanto que ele quebrou o telhado da Eva fazendo a instalação pirata da TV a cabo, comprou as telhas, todo o material, mas na hora de pagar saiu fora. Depois, ganhou uma grana no dominó e pagou tudo. Então, ele vai indo nessa ‘função’ (risos). Joga dominó, cartas, palitinhos, no bicho… Vale tudo. Mas não o vejo como um mau-caráter.

Mesmo separado, ele ainda gosta da Eva. E parece que ela também. O que aconteceu: ele preferiu se afastar ou ela se cansou?
Ela se cansou, porque queria um homem responsável. Mas ainda existe um clima entre os dois.


Você gostaria que houvesse uma redenção do Juju por amor ou você é contra o politicamente correto?
Não sou contra o politicamente correto. Em certos personagens o que conta é o efeito da situação, nesse caso as tentativas de reconquistar a mulher. Acho que a redenção é legal, já que a vida te traz oportunidades diferentes. Pode pintar alguém interessado nela, o Jurandir ficar com ciúmes… Imagino ele tirando a barba, se arrumando e indo procurar emprego no centro de São Paulo. O personagem tem uma estrutura de comédia, mas não sei como se vai mudar ou não até o final. Só sei que gosta muito dela e adora as filhas.

Por falar nas filhas, as duas vão em busca do sonho americano e, como muitos brasileiros, acabam se dando mal. Você acha que esse aumento da busca por viver em outros países significa que o Brasil está inviável?
Todo mundo tem seu sonho e deve se arriscar. Eu sempre quis ir pra fora e, aos 24 anos, fui morar no Porto, em Portugal. Vivi lá por um ano e meio. Estudei, fui a festivais de teatro… Foi maravilhoso, tenho grandes recordações, e adoro Portugal. Mas me lembro que houve uma migração muito forte na época do Collor (ex-Presidente Fernando Collor de Mello). Depois, fiz até o filme Terra Estrangeira, do Walter Salles, com a Fernanda Torres, abordando os problemas dos imigrantes. Mas acho que o Brasil viável, sim. Eu batalho no meu trabalho, não adianta ficar esperando só coisas governamentais. Acho que a gente deve se envolver em projetos sociais, ajudar as pessoas. Levantar o nosso nível individualmente para dar uma contribuição forte. Tenho muita fé no Brasil.

Você falou de Portugal com um carinho muito especial.
Eu trabalhei lá com o pianista João Vasco num projeto chamado Poema Bar. Fomos a Berlim, a Colônia e a Paris. E vi como os brasileiros têm saudades, levam uma vida sofrida e a muitos não conseguem voltar. O sonho parte de uma fantasia muito pessoal, mas podem vir as decepções, e, mesmo assim, você não abrir mão, não querer voltar para não ser visto como um fracasso. Mas em Portugal resgata-se um pouco da nossa história, há respeito às leis, às hierarquias, tudo muito organizado, subsídios para o teatro… É um país de que eu gosto muito.

Luiza, filha da Julia, escolheu ser atriz. A última notícia que tive dela é que estava trabalhando em teatro com Zé Celso Martinez. Ela pensa em fazer televisão?
Ela agora está com Antunes Filho. E pensa em televisão, sim. Mas eu e a Júlia achamos super
certo ela ter uma base no teatro. Luiza está fazendo sua trajetória. Foi de repente que resolveu investir na profissão, e acho que tudo tem seu momento.

Foi assim com você?
Eu estou envolvido com teatro desde criança. Meu pai (o diretor Tanah Correa) sempre me levava. Comecei a gostar, demorei um pouco a entrar na carreira, mas depois de fazer teatro e cinema veio Guerra Sem Fim (1993), na extinta Rede Manchete. O Paulo José me viu na novela, e me chamou para a minissérie Incidente em Antares (1994), na Globo. E, logo depois, veio Engraçadinha… Seus Amores e Seus Pecados…

Acho que foi o seu boom na TV, não?
Foi. As cenas eram muito marcantes. Aquela em que meu personagem fica com o da Claudia Raia em cima do carro, na chuva… Falam até hoje (risos). Embora tivesse esse lado do teatro forte em mim, sempre fui noveleiro. Meus pais eram separados, e a TV acabou virando minha babá eletrônica. Via desde a Sessão da Tarde até as novelas das seis, das sete, das oito… A primeira vez em que contracenei com Tarcísio Meira e Francisco Cuoco quase tive um treco (risos).

E, além de galã, acabou investindo em sua veia cômica…
Queria fazer personagens ousados, fugir do estereótipo careta. E fiz uma variedade interessante de tipos na TV. Acho que a comédia, não querendo comparar, mas lembrando, tem a ver com o (Marcello) Mastroianni, um lado do humor que passa pela sensualidade, pela humanidade. No meu caso, uma vontade de fazer tipos brasileiros: ‘eu sou assim, mas não consigo ser diferente’, como o Cadinho, de Avenida Brasil. Ele amava as três mulheres, de verdade.

DOIS AMORES, CASAMENTO… OPINIÕES

Você acha que é possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo?
Acho que sim, mas deve ser complicado. Eu sou muito de viver o amor, a paixão, de estar focado em alguém. Existem pessoas que têm relações com outras durante muitos anos, formam uma segunda família que, às vezes, só ficam sabendo quando elas morrem. Ou vivem o amor como uma aventura: passam pela janela e já se apaixonam. Nossa… Acho que tem um pouco de Vinícius de Moraes nisso (risos).

Recentemente, a novela Império mostrou personagens bissexuais. O do José Mayer tinha o consentimento da esposa. Mas o público sempre fica com um pé atrás quando esses assuntos chegam às novelas. O que você acha?
Tudo é possível em relação a sentimentos. São tão complexos os desejos, as vontades. Fico pensando naqueles que passam a vida tentando assumir o que realmente preferem, mas não conseguem. Às vezes é cruel, é triste. E quando a novela mostra isso… Acho que daqui a dez, 20 anos, vamos olhar o que foi a história para chegar até aquele momento. É preciso quebrar barreiras. Mas quando você pensa que a novela é uma coisa caseira, de pessoas jantando com a família, e que a maioria não consegue explicar às crianças o que está acontecendo, não consegue ou não sabe tocar no assunto, aí pode se tentar entender o porquê de sentimentos de rejeição.

Mas imagina se você tem um personagem que seguirá tal trajetória, com um perfil delineado, e, de repente, sua carpintaria não valeu, tem que mudar o que imaginou para ele. Não é complicado?
Na novela tem que estar preparado pra tudo: é um jogo com o público, o único tipo de dramaturgia em que você tem essa interferência tão forte, que pode mudar rumos. E acho interessante: é a obra aberta. Vejo um pouco isso em relação à vida. Em um ano pode mudar tudo na vida de uma pessoa.
Mas essa proximidade do público, estar na casa dele todos os dias, traz fama, sucesso, e o lado ruim: boatos.

Você se chateia com essas repetidas vezes em que falam sobre separação no seu casamento com a Julia?
Essas coisas não vêm na vocação, no DNA do ator. A fama ou a projeção você vai aprendendo a lidar. Como isso de tirar fotos, dar autógrafos, falar de assuntos pessoais, ouvir que você está bem ou mal num trabalho, gordo ou magro, mais feio, mais bonito… Sempre vão ter opiniões diversas, vão falar da sua vida. Tenho uma carreira de 21 anos na Globo, e já fiz muita coisa. Essa satisfação é maior do que tudo. Nós sempre quisemos ser atores, e batalhamos muito, independentemente de sermos casados, é a dedicação de uma vida inteira… E quando sua vida pessoal fica mais importante do que isso é complicado. Nossa relação tem crises, brigas, discussões como a de todos os casais, mas tem companheirismo, minha admiração muito grande pela Julia, antes mesmo de fazer TV. Nunca fugi de falar sobre esses altos e baixos, mas é cruel no sentido de você ter de ser um padrão, um exemplo, e não poder ter uma relação normal, como todo mundo, porque somos artistas.

Falando em exemplo, artistas acabam servindo como parâmetro, também são para os modismos. Você está com essa barba por causa do Jurandir, mas não é um ubersexual (risos). Acha que a ditadura da moda e da cosmética está invadindo cada vez mais o mundo masculino?
Sempre a moda masculina foi meio sem graça, aquela coisa de terno e gravata. Nos anos 60, os hippies deram uma desbundada e começaram as mudanças, com batas, bolsas. Nos anos 70, calça boca de sino, discotecas… Nos 80, aqueles mullets, lembra? (risos). Depois, vieram os mauricinhos e por aí foi. Acho que há um investimento maior agora no público masculino, mais variedades, possibilidades de estilos diferentes.

E quanto aos procedimentos estéticos? Faria?
Não! (pausa longa)

Você ficou meio assustado?
É que não consigo me imaginar olhando no espelho e me vendo diferente. Tenho medo de colocar botox, essas coisas. Procuro sempre me cuidar, faço limpeza de pele, hidratação, uso filtro solar, hidratante, mas nenhuma substância que mude como cheguei até aqui. Penso sempre que o universo de Shakespeare tem Romeu, Hamlet, Macbeth até chegar ao Rei Lear, papéis para todas as idades (risos). Acho que a Fernanda Montenegro já disse algo semelhante: o ator são as rugas que estão na história dele. E isso vai me dar o estofo, a possibilidade de envelhecer e retratar esse tipo de homem, como é a decadência física pela qual todos passamos. Só espero conseguir chegar aos 70, 80 anos bem, e no palco.
--------------------------------------------------------Aguinaldo Silva Digital









O que achei de 'I Love Paraisópolis'


Dessa vez eu quis esperar a primeira semana da novela passar para fazer meus comentários.  I Love Paraisópolis não me cativou pelo nome, na época que foi divulgado.  Achei brega.  Mas hoje posso dizer: dane-se isso!  Quando lançaram o clipe da sinopse e as chamadas, eu comecei a simpatizar mais com a novela e agora, depois de assistir aos primeiros capítulos, fico muito feliz em dizer que eu estou adorando e acho que tem de tudo para ser um sucesso. Aliás, já vem sendo: soube que a audiência vai muito bem.  Espero que continue assim, estava com saudades de ver uma boa novela. 

O casal principal é lindo, adoro esses grandes amores que começam com tapas e beijos.  Acho que MariBen vai ter bastante torcida!  Preciso elogiar também o sotaque da Bruna Marquezine.  Não está exatamente paulista, mas eliminou bem o 'carioquês' excessivo dela, que eu achava bem irritante.  Estou gostando muito da Mari, e olha que eu achei que seria impossível superar a implicância que peguei dela por causa da Luiza de 'Em Família'. 

A Tatá Werneck é outra que está ótima, muito engraçada.  A cena da Danda correndo no aeroporto foi impagável!  Só acho que ela poderia melhorar a dicção.  Tudo bem que esse jeito afobado de falar é uma característica da personagem, mas há momentos que realmente não dá para entender e isso é meio frustrante.  

Letícia Spiller está bem como Soraya, além de lindíssima!  Ela criou um jeito de falar para a personagem que achei muito bom, porque enriquece a caracterização.  Adoro quando os atores fazem aquela ligeira mudança na voz e/ou modo de falar para cada personagem.  (A Julia também faz muito isso, acho ótimo) 

Henri Castelli e Caio Castro eu nunca achei eles geniais.  Vamos ver se me surpreendem no decorrer da novela, como são dois vilões, oportunidade para boas cenas não vai faltar.  

Finalmente vamos falar do Juju, a principal razão de eu assistir essa novela.  Alê, você está delicioso, no bom sentido!  Acho que a dupla Eva e Jurandir promete bastante.  Ainda não apareceram muito nessa primeira semana, mas nas poucas cenas que vi, eu gostei demais. Espero que os autores invistam neles. Dá pra ver que ainda se amam, falta só o Juju tomar jeito na vida.  Sinto que vou amar esse casal.  

Os personagens que mais me chamaram a atenção foram esses que comentei, alguns apareceram pouco, e outros ainda nem apareceram, então não dá para comentar, por enquanto.  Como já falei anteriormente, gostei muito da abertura e da trilha sonora.  A novela tá redondinha, desejo muito sucesso a todos os envolvidos.  Vou acompanhar, com certeza!  

Álbum eterniza 50 anos de novelas da TV Globo

Estrelas elogiam a iniciativa lúdica de resgatar histórias e personagens marcantes para os fãs



De uma forma lúdica, a Globo dá continuidade à comemoração de suas cinco décadas. Para alegria dos fãs, figurinhas de personagens marcantes da dramaturgia da emissora poderão ser colecionadas no Livro Ilustrado Oficial – 50 Anos de Novelas, a partir dessa quinta-feira, 14, nas bancas. “Acho um barato fazer álbum e colecionar figurinhas. Qual foi a criança que não teve um? É uma farra. Reativar o imaginário é algo muito bom. A Globo tem uma história belíssima na teledramaturgia”, celebrou Marieta Severo (68), que volta às novelas em Verdades Secretas, trama das 11 com estreia em junho. Ela e outras estrelas da casa, como Malu Mader (48), Alexandre Borges (49), Regina Casé (61), Isabela Garcia (47) e Marcelo Serrado (48) reuniram-se no complexo de estúdios, o Projac, no Rio, para autografar 100 figurinhas de seus respectivos personagens — Marieta assinou a de Catarina, de Vereda Tropical (1984) —, que serão consideradas premiadas.

Entre as diversas gerações de atores, cerca de 300 foram retratados. “A cultura da telenovela está intimamente ligada à cultura do Brasil e participar dessa coletânea só pode ser uma honra! Meu filho vai vibrar, porque em uma das figurinhas está o Niko e o Félix. E ele ama o tio Mateus”, disse Thiago Fragoso (33) sobre Benjamin (4) ao recordar o casal de sucesso que viveu com Mateus Solano (34) em Amor à Vida (2013). “Nunca imaginei estar em uma publicação assim. Cheguei a colecionar o álbum que a Globo fez da novela Que Rei Sou Eu?”, emendou Mateus. No início do mês, ele ganhou o segundo herdeiro com Paula Braun (36), a quem deu o nome também de Benjamim. O casal é pai ainda de Flora (4). Para eternizar o momento, Thiago resolveu fazer uma selfie com o amigo, Dira Paes (45), que está entrando no quarto mês de gravidez, e o casal Flávia Alessandra (40) e Otaviano Costa (41). “A ideia desse álbum é genial para nós atores relembrarmos também. A gente emenda uma novela na outra e não tem tempo de fazer esse resgate. Chegou a hora!”, realçou Flávia.
--------------------------------------------------Caras

'I Love Paraisópolis' chegou!


Ontem foi a estreia de 'I Love Paraisópolis' e o elenco se reuniu para assistir ao primeiro capítulo. Adorei a novela, a trilha sonora, a abertura é maravilhosa... O cenário de Paraisópolis está incrível!! O personagem do Alê tem de tudo para cair no gosto do público, acho que vem sucesso por aí... 

Feliz Dia das Mães!!


Ontem, como avisei aqui no Blog, o Alê participou do 'Altas Horas' com a sua mãe, a dona Rosa Borges!! Foi uma gracinha, deu pra ver que ela se divertiu bastante.  Uma fofa!!  Confira os videos dos melhores momentos:

Convidados fazem dublagem

Alexandre fala de seu personagem em 'I Love Paraisópolis'

Alexandre faz declaração de amor para a sua mãe - (Lindo! Até chorei...)

Programa completo - na íntegra

Finalmente, quero aproveitar e desejar um feliz Dia das Mães para todas as mães e filhos que visitam o Blog, à dona Rosa, mãe do Alê, à Julia e a minha, que está viajando, chiquérrima, e não está comigo hoje, mas que com certeza vai ter um dia incrível, porque ela merece.

Alexandre no 'Altas Horas' HOJE!

Não percam!


Alexandre participa de quadro no Vídeo Show


Para quem perdeu, clique nas fotos abaixo e confira os vídeos!  Alê esbanjando simpatia.  Quem conhece sabe que ele é tudo isso e mais um pouco mesmo.  


Alexandre Borges: ''Não abro mão das coisas simples da vida!''

 O ator ainda contou que a sua prioridade número 1 é a família


Com a barba cheia, Alexandre Borges tem exibido o novo visual e não esconde que está ansioso para estrear como Jurandir, em I Love Paraisópolis, a próxima novela global das 19h. Na trama, ele fará o papel de um típico malandro que está desempregado e vive dando um jeitinho brasileiro para resolver seus problemas, mas, acima de tudo, é um paizão que faz qualquer coisa pela felicidade da filha Danda e da "agregada" Marizete, interpretadas por Tatá Werneck e Bruna Marquezine.

Orgulhoso, o ator fez questão de frisar as qualidades de seu personagem: "Ele gosta de curtir a vida, mas tem muito amor pela família", explicou, mencionando que, neste aspecto, é muito parecido com Jurandir. "Curtir a vida para mim, hoje, é poder estar com a minha família, viajar com o meu filho, fazer um programa com ele. É poder aproveitar o descanso, fruto do meu trabalho", pontuou o artista.

Casado com Júlia Lemmertz há 21 anos, ele é pai de Miguel, 14, o assunto que mais faz seus olhos brilharem. Alexandre contou que é justamente com a simplicidade do dia a dia que ele tem seus melhores momentos. "Gosto muito de ir no cinema, jantar fora, caminhar, falar com as pessoas na rua, poder comprar um livro, tomar um sorvete, ler um jornal, mergulhar... coisas simples. Eu nunca me privo de estar na rua, tendo uma vida normal, relaxando a mente, sem compromisso", revelou. "Como pai, adoro planejar uma viagem, levar meu filho para algum lugar que eu tenho vontade de mostrar a ele... Quando fazemos uma economia, podemos ir para à Europa, em alguma cidade onde ele verá museus, estádios de futebol, coisas que ele adora", considerou e completou, entusiasmado: "Depois que acabar a novela, temos planos de viajar à Espanha para que ele assista pessoalmente a um jogo do Real Madri".
---------------------------------------Contigo

Alexandre Borges diz que Julia Lemmertz aprovou barba ''Faz até cafuné''

Ator foi à festa de 'I Love Paraisópolis', próxima trama das 7, na qual viverá Jurandir, o pai de Tatá Werneck


Alexandre Borges foi com a barba bem espessa à festa de lançamento de I Love Paraisópolis, que aconteceu no Buffet França, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. A trama, que substitui Alto Astral a partir do dia 11 de maio, traz o ator no papel de Jurandir, pai de Danda (Tatá Werneck), um típico malandro, cheio de lábia na hora de ir atrás do que quer.

O ator, que é casado com a atriz Julia Lemmertz, disse que a mulher gostou - e muito! - do novo visual. "A Julia gostou da barba. Faz até cafuné. Ela aprovou", contou a QUEM. Para ele, entretanto, a mudança no visual não foi um desafio. "Estou acostumado com a barba, sim. Coça um pouco, mas faz parte da composição do personagem, que é desempregado, folgado e tremendamente apaixonado pela mulher", completou.

Para a novela, Borges contou que visitou a comunidade de Paraisópolis, que fica na zona sul de São Paulo. "Hoje, a luta dos moradores é para que a comunidade seja reconhecida como bairro", explicou, mostrando sua preocupação social com a região.

I Love Paraisópolis é escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira, tem direção de núcleo e geral de Wolf Maya, e direção geral de Carlos Araújo.
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Alexandre no 'Jogo da Velha'

No aniversário da Globo, estrelas na faixa dos 50 anos falam como é chegar na idade no auge

 Marcos Palmeira, Gloria Pires, Marcello Novaes, Julia Lemmertz e Alexandre Borges relembram momentos marcantes vividos por eles na emissora



RIO-"Relaxa, aqui é tudo brincadeira”. Foi dessa forma que a já veterana Regina Duarte definiu o que era trabalhar em televisão para o então iniciante Marcos Palmeira, tenso ao contracenar com a atriz em uma sequência de “Vale tudo”, quando ele tinha 25 anos.

— Eu interpretava um jornalista que ia entrevistá-la. Quando peguei um copo, comecei a tremer e ela sacou. O Ricardo Waddington, que estava na direção, falou: “Está nervoso na frente da deusa?”. Ela pediu para refazer — relembra o ator.

Marcos, hoje com 51 anos, começou a entender o significado de fazer televisão desde novo. Assim como ele, Gloria Pires, Marcello Novaes, Julia Lemmertz e Alexandre Borges, todos atores consagrados, e nascidos na mesma época da criação da emissora, têm propriedade para contar parte da história da Globo. Reunidos pela Revista da TV para marcar as comemorações das cinco décadas do canal, eles falam sobre a chegada da idade redonda, a relação com a Globo e lembram ainda momentos importantes como atores e espectadores.

Na emissora desde criança, quando atuou em “Selva de pedra” (1972), Gloria afirma se sentir tranquila aos 51.

— Esse grande questionamento me pegou aos 30 (risos). Eu me sinto muito bem aos 50 anos. Hoje sou muito realizada em vários aspectos, nos quais eu não era aos 30. A experiência traz muitas vantagens e uma visão diferente sobre a vida — explica a Beatriz de “Babilônia”.

TV COMO BABÁ ELETRÔNICA

Gloria conta que, quando não estava em frente às câmeras, no tempo de atriz mirim, costumava assistir à primeira versão de “A grande família”, exibida de 1972 a 1975.

— Sempre fui fã da Eloísa Mafalda e do Brandão Filho (1910-1988). Além de adorar Osmar Prado e Luís Armando Queiróz (1945-1999) — lista Gloria.

Alexandre, o mais novo do quinteto, com 49, que começou a dar expediente na TV já adulto, também tem lembranças da infância como telespectador da emissora.

— A TV sempre foi uma babá eletrônica. Como meus pais trabalhavam, eu ficava muito em casa. A primeira coisa que me marcou foi “Irmãos coragem” (1970) uma novela com muita ação. Tarcísio Meira virou meu ídolo. E acompanhei clássicos como “Gabriela” (1975), “Saramandaia” (1976) e “Selva de pedra” (1972). Olhava e pensava “Um dia, vou fazer isso aí”. Por isso, tenho muito prazer em fazer novelas — conta ele, há 21 anos no canal.

Mulher do ator, Julia, de 52 anos, viveu uma situação oposta com a mãe, a também atriz Lilian Lemmertz (1937-1986), que a levava com frequência para as gravações, na época em que as novelas eram rodadas em estúdios no Jardim Botânico.

— Não via muita novela porque minha mãe não me deixava. Mas na minha adolescência, passava pela Globo — relembra ela, que diz ter sentido a diferença quando Lilian começou a trabalhar na emissora, em “Baila comigo” (1981) e encarnou a primeira Helena do autor Manoel Carlos: — Ela já era uma atriz conhecida em São Paulo. Porém, quando foi para a Globo, parece que foi descoberta. E já estava com mais de 40 anos.

Habituado aos bastidores da TV antes de se tornar ator, Marcos frequentava a Globo por causa do tio, o humorista Chico Anysio (1931-2012). Para ele, ter construído uma carreira no canal fez a diferença na vida profissional.

— A Globo me deu estabilidade, pois o brasileiro é da novela. Eu me lembro do meu tio falando da importância de fazer novela para aprender a entender o texto. Há diretores da TV com mais trabalhos do que cineastas consagrados. Eu não me sinto menosprezado em ser anunciado como um “ator global” — aponta ele, que ficou um período fora da emissora para fazer “Pantanal” (1990), na extinta Manchete, e desde 2007, quando atuou em “Mandrake” (2007), na HBO, tem contrato por obra com a Globo.

EXPERIÊNCIA

Para Marcos, ter ser tornado um cinquentão não é apenas motivo para lamentar as rugas e os poucos fios grisalhos que mostra atualmente como o Aderbal da novela “Babilônia”.

— Como ator, o tempo ajuda. São novos desafios, a gente vai rompendo vaidades, se aprimorando. Acho que hoje somos atores melhores — defende, referindo-se aos colegas Alexandre e Marcelo, que reencontrou durante a entrevista, no Projac.

Pronto para integrar “Favela chique”, próxima trama das 21h, de João Emanuel Carneiro, Marcello acredita que a chegada dos 50 causa inquietude.

— Quanto mais tempo a gente está no ar, mais responsabilidade tem. Os papéis vão aumentando, a gente se cobra. Que coelho vou tirar da cartola se já usei tantos? O próximo trabalho tem sempre que ser diferente de tudo o que fiz. Mas o tom de voz e o corpo são os mesmos. Isso gera uma ansiedade. Eu só fico tranquilo depois do terceiro mês de uma novela — confessa o ator, que completará 53 este ano.

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Julia, que se prepara para “Além do tempo”, próxima novela das 18h, engrossa o coro sobre a necessidade de se reinventar nessa fase da vida.

— Não quero perder de vista o inesperado. Todo ator se prepara à medida que trabalha. Quero ter essa disponibilidade de começar do zero. A gente tem que pensar na renovação, de buscar o que não conhece. Não quero ser a atriz que faz sempre o mesmo papel.

Egresso do teatro, Alexandre sente a mesma necessidade. Mas o ator também reconhece o impulso dado pelo fato de ser contratado pelo canal:

— Cresci financeiramente na carreira. Para o ator brasileiro, a TV é um divisor de águas. Comecei há 30 anos, morando em pensão e comendo uma vez por dia. A gente sabe da instabilidade.

O ator cita colegas da velha guarda, como Tarcísio Meira, Lima Duarte e Tony Ramos para dizer que aprendeu a não se iludir com exposição que a emissora lhe dá.

— Essa geração é abençoada. Eles souberam acolher quem chegava e têm essa coisa do pé no chão, sem o glamour exagerado. Tem gente que vem fazer TV e coloca óculos escuros. É fácil se perder — sentencia Alexandre.

IMPROVISO

Gloria lembra que, em suas primeiras novelas, havia mais improviso e as condições de produção eram outras.

— Íamos para as externas, onde trocávamos de roupa e nos maquiávamos numa Kombi — resgata a atriz, que faz graça ao reclamar das transmissões em alta definição: — Temos que lidar com uma definição de imagem muito mais nítida, que não deixa escapar nada. Isso não foi feito para ser usado em seres humanos, foi criado para vermos a relação sexual dos insetos (risos). E não posso negar o impacto da internet. Hoje, recebemos roteiros on-line e sabemos das mudanças que ocorrem no dia a dia com mais rapidez.

Além da evolução técnica no cotidiano dos atores, houve avanço no alcance da transmissão, o que possibilitou que as novelas fossem vistas em pontos distantes do país.

— Acho que a Globo unificou o Brasil, trouxe uma identidade para o brasileiro, deu consciência do que é o país. Para alguns, é a única referência — ressalta Alexandre.

Marcello diz que levar cultura aos rincões isolados do país não é o único ponto das novelas, que lidam com questões por meio do merchandising social, como são chamados os assuntos delicados. Em 2001, ele estava no núcleo que tratava de dependentes químicos, em “O clone”.

— A gente cumpre um papel social. As pessoas me paravam na rua para dizer que ajudei os pais ou os filhos delas. Fiquei feliz por ter mexido com várias classes — relembra ele, que ganhou notoriedade internacional após “Avenida Brasil” (2012) ser exibida em outros países: — Em Portugal, o assédio era pior do que aqui.

Os próprios atores se sentem influenciados pelas histórias mostradas na TV. Palmeira ficou surpreso ao fazer pesquisas para interpretar o pescador Guma, de “Porto dos Milagres” (2001), trama que misturava mitologia e religiosidade.

— Descobri um lado da minha família ligado ao candomblé que era sigiloso — revela.

Assim como o público, que consome conteúdo pela internet, os atores também vêm aderindo às novas maneiras de ver TV.

— Eu vejo novela pelo Globo.com, raramente estou em casa no horário. Assisti a “Amores roubados” (2013) assim. A TV está se adaptando a algo que a gente não sabe o que é — analisa Julia, que vê com otimismo a mudança: — A TV vai mudar numa velocidade incrível, mas as pessoas vão querer ver o folhetim, uma história que tenha romance.

Alexandre concorda:

— Por mais que tudo tenha avançado, ainda é uma coisa artesanal. Não há tecnologia que supere o humano, a emoção.

Sem se saber quais os rumos das novelas, Gloria só quer seguir na TV.

— Espero ter mais 50 anos pela frente, tenho muitos planos.

------------------------------------------------Jornal O Globo


Neste domingo!


Jogo da velha

Em homenagem aos 50 anos da Globo, neste domingo, o "Faustão" vai apresentar uma edição especial do quadro "Jogo da Velha", sucesso no programa nos anos 90.

Participações de Juliana Paes, Cauã Reymond, Deborah Secco, Débora Nascimento, Ney Latorraca, Reynaldo Gianecchini, Alexandre Borges, Fernanda Gentil e Christiane Torloni.
----------------------------------------------Flávio Ricco

Alexandre Borges defende personagem de 'I Love Paraisópolis': 'Filhote da crise'


Os atores geralmente tentam não julgar seus personagens, sejam vilões, mocinhos ou malandros. E Alexandre Borges não é diferente. Na novela "I Love Paraisópolis", que vai substituir "Alto Astral", ele será Jurandir, ou Juju, o ex-marido de Eva (Soraya Ravenle) e pai de Mari (Bruna Marquezine) e Danda (Tatá Wernek). Desempregado, Juju vive de bicos e tenta reconquistar a ex a todo custo. Para o ator, ele é também uma vítima da falta de oportunidades. "É totalmente um filhote da crise", afirma, em conversa com o Purepeople.

Para dar vida a Juju, Alexandre Borges aderiu a um visual mais informal, com barba e cabelo mais compridos. A caracterização já sinaliza a maneira de ser do personagem, conforme explica o intérprete: "Ele é bem popular, um cara originário de Paraisópolis, que tenta se virar na comunidade meio que nos bicos, nas coisas da malandragem. Ele está fora de casa, pois a mulher dele se encheu de estar um cara desempregado e sem dinheiro, por isso ele vive tentando reconquistá-la. Então ele faz coisas, tipo, dar de presente a ela uma TV a cabo clandestina, achando que vai arrasar, mas ela odeia, acha que é um absurdo, essas coisas...".

Na trama, que teve cenas gravadas em Nova York, Jurandir terá muitos momentos de humor. Para Alexandre o lado cômico tem a ver com o modo de viver. "A comédia é um pouco sobre como você encara sua vida. O personagem pode tanto estar mal-humorado e ranzinza numa situação, quanto pode tirar daquilo uma coisa para dar a volta e achar engraçado. (...) Mesmo na dureza, no que poderia dar errado, o Juju tenta. Acho que pessoas da comunidade, como ele, tem uma força muito grande, tem a coisa do enfrentamento. Porque ali, cada um tem que se virar, tem que marcar seu território", pondera.

A questão da não oportunidade

Apesar das trapalhadas de Juju, Alexandre chama atenção para os fatores que o levam a estar na situação precária em que se contra: "Eu vou tentar fazer uma defesa do personagem, sem também julgá-lo. Acho que tem isso de ele não querer trabalhar, ser encostado. Mas tem pessoas que não tem ambição. E tem também a questão da não oportunidade, o temperamento, o fato de ele não querer receber ordens...", opina.

"Isso de não conseguir se submeter a uma hierarquia leva a um desemprego que vai se acomodando. Porque de repente o cara vai ganhar 500 reais para passar o dia inteiro fazendo um trabalho que ele não queria fazer, e numa briga de galo que faz, tira uns dois mil reais. Sem sair do lugarzinho dele, que domina, com os amigos. Ele não é aquele tipo de cara que sai da comunidade, pega um ônibus e vai para o centro", conta o ator, revelando o lado contraventor do malandro, que estará presente em outros personagens também, como no bandido Grego (Caio Castro).

Ainda que defenda Jurandir, o artista ressalta a importância do trabalho honesto, que será mostrado pela protagonista: "É claro que eu acho que todo mundo tem que correr atrás, buscar sua dignidade, seu trabalho. E acredito que o Juju vá ter essa virada, ele vai se tocar disso". Porém, Alexandre chama atenção para a questão política presente no dilema do personagem. "Eu vejo muitas pessoas assim, como eu, que estou com 49 anos, pessoas de 50, 60, que estão completamente excluídas do mercado de trabalho. E que acabam entrando numa situação em que não tem mais oportunidades, ainda mais quando não tiveram muito estudo... Tem a ver com a crise no país também, o Juju é totalmente um filhote da crise".
------------------------------------------------------PurePeople
Acho que vai ser um personagem adorável.  Vem logo, I Love Paraisópolis!

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